Já dizia Winston Churchill que, mesmo durante os períodos mais negros da 2ª Guerra Mundial, lia um livro todas as noites. Ajudava-o a pensar. Sinistramente reflectindo, vejo que escrever me ajuda a pensar. Como tal, tenho algo em comum com um dos maiores nomes da História Mundial no que toca a literatura e a dinâmica cerebral. Mas quero encontrar algo com que me identifique totalmente. Ernest Hemingway, célebre escritor americano, disse que felicidade em pessoas inteligentes fora das coisas mais raras que conhecera. Concordo. Como escrever ajuda a minha mente a pensar, vou pôr esse exercício em prática para confirmar se concordo na totalidade com tal afirmação.
A inteligência é a faculdade de compreender dados ou acontecimentos, capacidade de raciocínio, de discernir o correcto do errado. Envolve concentração, raciocínio, tranquilidade e genética. Ou seja, ver uma sequência de cálculos num quadro e antecipar o terceiro passo posterior. Antecipação. Soa a calculismo. Não. Identificar a personalidade de uma pessoa através de um olhar instintivo. Perspicácia. Porque não?
Inteligência como capacidade ou talento? Inato ou adquirido, trabalhado? Defendo que é inata, com potencial desenvolvimento através do tempo com adequada estimulação cerebral. Saber identificar problemas. Matemáticos, filosóficos, amorosos. Misturar inteligência com o irracional-impulsivo? Perigoso. Saber identificar. Saberemos separar, agindo por um lado ou outro, como um chip que se liga e que se desliga? Não me parece.
Calma. O que tem isto a ver com felicidade? Tudo, a partir do momento em que uma pessoa, com livre arbítrio, perscruta, identifica e assimila boas opções e não segue o seu caminho. Tudo, quando duas pessoas têm atitudes diferentes no que toca à sua inteligência, desviando caminhos e inundando de cobardia os trilhos da felicidade que ali estão à sua mão.
Ok, Ernest. Sou inteligente e concordo na totalidade.
