Boa noite, meus senhores e minhas senhoras. Aquilo que acabei aqui de fazer foi a demonstração, forçada ou não, de um dos valores mais importantes da nossa vida. A educação. Poderia, apesar de tudo, redundar a minha pessoa e o meu pensamento enumerando uma infindável lista de valores humanos que, numa sequência robótica, gostaríamos que todos nós tivéssemos, para que o Mundo fosse um lugar feliz.
Mas não o seria. O Mundo não se rege por peças encomendadas a uma fábrica, para produzir modelos de seres humanos à nossa escolha. Se pudesse metaforizar, e certamente que o farei, esmurraria um pão o número de vezes suficientes para que restassem apenas migalhas. E nenhuma delas seria igual a uma outra. Tal como o ADN, tal como a impressão digital, falando de aspectos mais técnicos.
Lidar com pessoas é fácil. Conversar, beber, rir, ouvir, andar, beijar, chicotear. Afastando-me repentinamente de tendências sadomasoquistas, estabelece-se aqui outro parâmetro. Lidar com pessoas é difícil. Compreender, interpretar, aprender, memorizar, conjugar, agir. Acções como estas já podem ser mais dificilmente executáveis pelo comum dos mortais. E porque, anteriormente, referi a tecnologia, alguma razão haverá para que o iPad 2 já tenha surgido poucos meses depois do primeiro lançamento. Ou que o iPhone já vá na quarta versão. O problema é que os que apenas conseguem actuar segundo os parâmetros “fáceis de lidar” nunca se aperceberão que ainda são como um comum Nokia 3310. Que, por ser bom, ainda se mantém vivo, mas que não evolui porque não tem capacidade para tal. E onde nem uma actualização de software poderá salvá-lo da resignação.
A evolução faz parte da psique humana como a aprendizagem diária do que é a vida e do que ela tem para nos ensinar. E como não pode haver uma sequência robótica, resta-nos aplicar os valores que nos foram transmitidos e aqueles que adquirimos. Os que não conseguiram, esforcem-se que ainda vão a tempo. Os que não querem e que machucam os que podiam transmitir, resignem-se. Mas ainda têm uma solução. Telefonem para quem ainda tem um Nokia 3310. Ainda há alguns.

5 comentários:
grande texto sim senhor!=) Por mais aplicações e funções que um iphone4 tenha, numa situação de emergência qualquer um salva uma vida...pois a principal função é e será sempre telefonar e mesmo assim continuo a achar que a bateria de um nokia3310 dura mais que um iphone4...ou será que não?
sei que esse teu texto tem haver com as pessoas e que algumas param no tempo... não evoluem mas lembrei da comparação técnica de um iphone com um nokia3310...
Gostei do teu primeiro comentário, acima de tudo, porque vemos duas vertentes do mesmo texto, olhando para a questão tecnológica e o avanço que os "gadjets" estão a ter a uma velocidade supersónica. O problema são as pessoas que conseguem ser bem mais lentas que a tecnologia...
E obviamente é "gadget" e não "gadjet", estilo "jet 7" :)
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